Solucoes Para O Lixo Eletronico

Em uma cidade pobre como Fortaleza, é possível reaproveitar boa parte dos dejetos tecnológicos antes de jogá-lo no lixo. Equipamentos ultrapassados para uns podem ser a porta de acesso de muitos ao mundo da informática, além de fonte de fonte de lucro para sucateiros. Para quem quer se livrar do entulho e até ganhar algum dinheiro, existem compradores de peças velhas de micros nos anúncios classificados.

É o caso, por exemplo, do técnico Daniel Menezes, que trabalha em uma loja de assistência técnica de micros. Ele procura, através do jornal, peças e componentes que ainda estejam em boas condições para usar na reposição dos equipamentos que conserta, barateando o custo do serviço para os clientes.

E para quem quer apenas se livrar do material, há também a chance de dar a ele um destino honroso, garantindo ainda uma consciência limpa, ecológica e socialmente falando. Existem entidades destinadas a reciclar computadores e impressoras velhos e repassá-los a pessoas carentes, gratuitamente ou cobrando um custo mínimo. .O CDI - Comitê para a Democratização da Informática, por exemplo, é uma organização não-governamental que recebe doações de máquinas velhas para montagem de escolas de informática em entidades de assistência a carentes. Segundo Gláucia Mota, coordenadora geral do comitê no Ceará, existem hoje no estado quinze funcionando, e quatro em fase de conclusão das instalações.

Já no Projeto Emaús, é possível doar computadores, impressoras e peças como discos rígidos e drives de CD-ROM velhos ou quebrados para que sejam reciclados e postos à venda por preços acessíveis à população de baixa renda .Jefferson Duarte, técnico que trabalha no conserto das máquinas e componentes recebidos pela entidade, assegura que os micros geralmente são vendidos por preços que variam de duzentos a 250 reais. A maioria das máquinas recicladas pelos dois locais usa processadores 486 e discos rígidos com baixa capacidade de armazenamento, tidos como ultrapassados ou inúteis.

Prova de que, doando ou vendendo, os usuários que quiserem se livrar dos dejetos eletrônicos podem fazê-los seguir um longo percurso antes que eles cheguem na rampa de lixo.

O empresário Antônio Pescara junta pedaços de equipamentos. Em vez de conservá-los, ele desmonta tudo. Das peças que não têm conserto, Pescara retira, principalmente, três metais: estanho, ouro e prata. A extração dos materiais preciosos é feita em lugares seguros, fora da sua empresa. Já o estanho é retirado por ele mesmo. "Antes de vendê-lo a preço de mercado, armazeno lingotes de uns 50 quilos", diz. Não é pouco. Cinqüenta quilos de estanho equivalem a cerca de 333 computadores domésticos. Os clientes são fabricantes de computadores e joalheiros (utilizam na confecção de Jóias e pingente de chips e relógio com pedaços de disco rígido.

A sucata eletrônica também está virando objetos de decoração e beleza. Em São Paulo, lojas de artesanato, como Greenpeace, VivaVegan, Nature Market e Idhea, lucram com produtos criados por artistas e arquitetos de vários Estados e organizam desfiles e exposições.

Alguns Exemplos


Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License